quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A História



Quem a faz, senão nós?

E afinal, a escrevemos da melhor maneira?

Não nos ensinam a planejá-la na infância, a não ser pelas obrigações e cuidados relacionados ao carácter.
Mas quem define os caminhos da essência e do espírito? Em um mundo tão complicado de se entender, nos deparamos em idade mais avançada com muitos questionamentos sobre a finalidade da vida.

E como devemos proceder?
Como construir uma história digna?
Quem define a dignidade e onde a verdade reside?

Os valores que a sociedade pratica nem sempre nos trazem tranquilidade. E daí partimos em uma busca pela verdade que nem sempre condiz com o pensamento geral. Para que consigamos escrever nossa história precisamos acreditar na sinalização do caminho, para seguir sem incertezas devemos entender completamente a linguagem das placas indicativas.

Que todos tenhamos a capacidade de escolher os caminhos em paz, que tenhamos liberdade na construção de nossas crenças, escrevendo histórias belas de vidas totalmente sinceras.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Oração do milho Cora Coralina

Senhor,nada valho!

Sou a planta humilde dos quintais pequenos e das lavouras pobres. Meu grão perdido por acaso, nasce e cresce na terra descuidada. Ponho folhas e hastes e se me ajudardes, Senhor, mesmo planta de acaso solitária, dou espigas e devolvo, em muitos grãos, o grão perdido inicial, salvo por milagre, que a terra fecundou. Sou a planta primária da lavoura, não me pertence a hierarquia tradicional do trigo e de mim não se faz o pão alvo universal. O Justo não me consagrou o pão da vida, nem lugar me foi dado nos altares, sou apenas o alimento forte e substancial dos que trabalham a terra onde não vinga o trigo nobre; sou de origem obscura e de ascendência pobre, alimento dos rústicos e animais de jugo. Quando os deuses da Hélade corriam pelos bosques coroados de rosas e espigas; quando os hebreus iam em longas caravanas buscar na terra do Egito o trigo dos faraós; quando Rute respigava cantando nas searas de Booz e Jesus abençoava os trigais maduros, eu era apenas o Bró, nativo das tabas ameríndias. Fui o angu pesado e constante do escravo na exaustão do eito, Sou a broa grosseira e modesta do pequeno sitiante, Sou a farinha econômica do proletário, Sou a polenta do imigrante e a miga dos que começam a vida em terra estranha, Alimento de porcos e do triste mu de carga, o que me planta não levanta comércio, nem avantaja dinheiro, Sou apenas a fartura generosa e despreocupada dos paióis, Sou o cocho abastecido donde rumina o gado, Sou o canto festivo dos galos na glória do dia que amanhece, Sou o cacarejo alegre das poedeiras à volta dos seus ninhos, Sou a pobreza vegetal agradecida a vós, Senhor, que me fizeste necessário e humilde.

Sou o milho!

Fonte: Associação Casa de Cora Coralina

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

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É uma espada que quase rasga a garganta
Mas que interrompe também muitas amarras
Molda novas formas
E me laureia




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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Mistério do Planeta




Os Novos Baianos
Vou mostrando como sou
E vou sendo como posso,
Jogando meu corpo no mundo,
Andando por todos os cantos
E pela lei natural dos encontros
Eu deixo e recebo um tanto
E passo aos olhos nus
Ou vestidos de lunetas,
Passado, presente,
Participo sendo o mistério do planeta
O tríplice mistério do "stop"
Que eu passo por e sendo ele
No que fica em cada um,
No que sigo o meu caminho
E no ar que fez e assistiu
Abra um parênteses, não esqueça
Que independente disso
Eu não passo de um malandro,
De um moleque do brasil
Que peço e dou esmolas,
Mas ando e penso sempre com mais de um,
Por isso ninguém vê minha sacola





quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Veleiro



Seu discurso é falho nesta hora do dia …

... me faz pensar no queimado amarelo das gramas.

Que parecem confortar o coração em dias frios …

... nesta viagem, eu sei, vou em um veleiro.

Pra que quando eu chegar, o sol esteja  nascendo …

... e o tempo passe mais lentamente.

Não que eu me importe, mas é ... eu vou sozinha …

domingo, 21 de agosto de 2011




Eu tenho certezas que viram fumaça desenhando formas pelo ar, queria tanto mantê-las liquidas pois poderia assim conte-las dentro de algum recipiente. Assim como você que me dói e me transforma naquilo de melhor que posso ser, preciso de um alento mas as vezes, não.
Muitas vezes ao menos preciso de você, são canções de amor que entram pela janela e quando sentidas fazem todos os pelos do corpo ouriçarem. Eu quero poder ser sempre alegre e confiante, mas as vezes, confesso, sinto tanto medo.
É um medo de não consistir controle, perder-se pelo ar ou cair na necessidade. Tão confuso como saber chamar você aos outros, não sei onde começo e termino e nestes dias de domingo poderia estar coberta de alegria, passeios ou você, ainda assim o nublado do céu convocaria um sentimento, uma incerteza, um medo.
Sabendo mesmo assim que amanha será diferente, por favor, olhe nos meus olhos e me faça sentir sua mulher, não que eu necessite ser mulher, ou sua, mas porque não me lembro mais de como é não ser. Ainda sou alguém que precisa de cuidados, as vezes os meus e as vezes os teus, as vezes de ninguém, na realidade sou muito só e gosto disso. Mas gosto mais de entender quando você me toca e não me quer só, mas perto, naquele calor que encontro na pele de ninguém mais, onde poderia morrer e nascer mil vezes. Pra onde devo olhar quando sinto-me confusa? São momentos que volto a refletir sem flexão não há gargalo.
E então, meu semblante fica claro, não meu e nem seu, claro de algo, algo que eu não gostaria que estivesse hoje aqui.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Nós duas



Acabo de chorar duas lagrimas, uma de cada olho, que deixei cair sobre a face e aliviaram meu peito como se fossem 500 delas! é só que eu tenho estado em uma mudança tão grande dentro de mim que me assusta pensar assim .... 


Engraçado como a vida acontece né, coisa doida!

Sim, como passarinhos que se soltam no nada para pairar no céu.
Bom ou ruim não seriam os adjetivos... adequado ou não...  depende... depende do que é, pra que é... mas enfim. Você pode chorar quantas vidas tiver, as lagrimas não mudam nada, são adjetivos! E Cristalinos ainda!

Mas também sinto milhas de distância de tudo isso. Talvez isso seja estar em paz com tudo. E temos que inventar novas receitas para ilustrar as nossas novas historias.
Eu não tenho um amor grande, mas um amor adequado. 


Ainda que você não tenha atingido o tanto que poderia almejar de superação, acho que sim, amiga é, nossas expectativas também já não dependem do outro, é...




Engraçado como a vida acontece! E como o sol da manhã é bacana. rs

domingo, 14 de agosto de 2011

a janela



E chegou o dia em que abriu a janela e aquela brisa que invadiu seu quarto era de um doce alento para seu coração
Já não necessitava dos adornos nem das perolas e idéias que pareciam necessárias carregar, era livre como estar nua caminhando pela praia
Quando lembrava dele sentia entre amor e dor menos peso, inspirou o ar das rosas do jardim de sua avó que trazia o perfume da lembrança da infância.
Resolveu então que faria um dia diferente e foi maquiar os olhos e colocar um vestido florido que quando andasse pelas ruas reluzisse a primavera de dentro dela, os sapatos seriam os vermelhos de veludo.
Feliz porque sabia que agora poderia ter de volta o seu amor, seria ele o homem que fazia com que ela se sentisse completa sem precisar completar coisa alguma. Ele só precisava existir e ela só gostaria de deitar a cabeça em seu peito e descansar o dia durante a noite sentindo o cheiro do corpo dele e a respiração do seu descanso.
Ela não diria nada, não cobraria nada, não quereria nada alem de olhar para seus olhos verdes e sentir-se amada, assim seria completude, assim poderia andar exalando o perfume das flores e sorrindo para os dias de sol ou de chuva. Ele não precisava ligar e nem ela saber, ele poderia fazer o que o fizesse feliz porque de repente ela entendeu que a felicidade dele só poderia ser a sua felicidade e ela estaria sempre ali oferecendo um alento as dores da vida para que ele pudesse repousar as suas angustias, ela seria um alento, o amor e só, não precisava ser mais nada.
Então ela saiu pelas ruas e foi a feira comprar frutas, escolheu peras e uvas e tocou em todas as outras frutas gordas e levou todas elas até a ponta do seu nariz, sentiu os gostos e os cheiros, se eram espessas ou lisas. Passeou, durante muitos dias, entre feiras, trabalho e parques, sempre sabendo que pertencia  a ele sem o peso de ser, era simples, natural e voluptuoso, era...e continuará a ser até quando não mais ...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

...


Eu tenho uma manhã de tarde e um livro que fala de nós
Em tantas tardes que via perolas azuis nos sapatos vermelhos de veludo das pessoas alheias
Era meu rumo andar nas gramas verdes pisando com as pontas dos dedos até gelar
Eram cócegas de risos de amor que só a pele na pele pode acenar

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Como se comportar na presença dos homens!

Engraçadissimo! Mas até que algumas coisas ainda se aplicam nos dias de hoje, apesar de eu achar que devemos ser o que somos sempre...fluir na perfeição natural!